Esses dias mozi foi me encontrar no trabalho e ficou maravilhado com o design de um lugar novo, do ladinho do meu prédio. Ele é desses que se emociona com design minimalista (enquanto isso, eu poderia ser descrita como MAXIMALISTA).
Depois ele encontrou
essa matéria da veja na internet. Fazia tempos que queríamos ir juntos em algum noodle bar/algo do gênero pra ver qualé (
Recentemente fomos no tantan noodle bar, mas achamos muito fora do nosso budget e meio meh - porções minúsculas, pratos principais ok. Mas o drink gojira, feito com ginger beer, era INCRÍVEL. Tenho vontade de voltar um dia só pra tomar ele mesmo).
Ele me fez prometer que iria com ele, mas chegou o dia da inauguração (04/05/2016) e lá tava eu, tentando entrar. Tinha até feito toda uma preparação - pra fazer aquele esquenta, no almoço comi um miojo bem vagabundo e passei fome o dia inteiro (porque um miojo “não vale por um bifinho”).
Acho inclusive essa a maior graça do yakisoba e to tal do lamen:
é basicamente nosso PFão, só que japonês. Tem carne, tem legumes, tem massa, tem caldo, tem até OVO. Não é aquele pratinho mixuruca de dois ingredientes que não se tocam e não sujam o prato.
É A SUSTANÇA.
Porém, nenhuma sustança foi alcançada no dia da inauguração.

Isso porque eu não previ que, não apenas eu, mas também todos os japoneses da américa latina queriam experimentar a novidade e ver qualé.
A fila era de horas.
Tentei na quarta e na quinta, e acabei desistindo ambas as vezes.
Só consegui entrar na sexta - dessa vez devidamente acompanhado de mozi. Cheguei na fila 1 hora antes do restaurante abrir (que é meu horário habitual de sair do trabalho então não foi lá muito esforço): já tinha uma família tradicional japonesa na minha frente.
As horas de fila foram muito interessantes.
O público principal aqui é autenticamente japonês. Muitas famílias na fila, muitas crianças pequenas - que se conheciam na hora e prontamente começaram a correr e brincar gritando em japonês. O interessante é que elas falavam português, mas preferiam brincar em japonês entre si. Foi muito bonitinho.
Prestaram atenção em cada detalhe, desde do ar condicionado até na escolha de cadeiras com vinco pra colocar a bolsa.
Tudo de madeira e bastante iluminado. As tigelas eram muito bonitas também. Tiveram o cuidado de contratar um staff bem grande - vários cozinheiros e mais garçons do que o normal pra atender a quantidade de pessoas que tinha.
Foi bom ver que, mesmo operando com casa cheia, eles entregam os pratos numa boa velocidade, sem nenhum caos aparente. Pelo que vi, vários membros da equipe são bilíngues.
 |
| Eu sentei na mesa, mas no fim talvez teria preferido sentar no balcão, pra assistir eles fazendo a comida. Fica pra uma próxima. |
Entradas
Eles tinham 3 opções de entrada por R$ 4,00. Escolhemos o tsukudani, que é “
alga marinha e cogumelo shitake cozido com molho levemente adocicado”. É pequenininha, mas acho que “faz sentido”? Não senti que deveria ser muito maior. Mas queria mais cogumelo - veio apenas 2, escondidos, tanto é que nem saíram na foto.
Era MUITO gostosinha essa entrada, principalmente o molho.
Como nosso budget é apertado, a bebida foi água, por R$ 4,00. Com gelo (porque gelo faz mais água! :p)
Pratos principais
 |
| 450 ml de caldo e 160g de macarrão artesanal |
O Bruno pediu o Ramen Jojo Shoyu, por R$ 32,00: “
Hossomen, 2 fatias de chashu, menma, cebolinha, 3 folhas de nori, hanjuku tamago”. Quê? Tradução: Macarrão fino, carne de porco, bambu cozido, algas desidratadas, ovo cozido.
No início do cardápio tem uma área que explica as coisa tudo pa nóis que não manja.
O caldo era uma delícia - tudo era uma delícia. Quando chegou no final do prato, troquei com ele e tomei o caldo dele.
O estilo tsukemen vem com o macarrão, grosso, separado do caldo, em temperatura ambiente. É descrito como uma “
Sopa à base de frango, com caldo mais encorpado, sabor e temperos mais intensos. Ele é servido com caldo quente separado do macarrão mais grosso (futomen) na temperatura ambiente”. (((mas tanto o caldo quanto o macarrão vieram temperatura ambiente na minha opinião))).

Eu pedi o kara tsukemen, por R$ 37,00. É macarrão, carne, bambu cozido, cebolinha e pimentas.
Bem diferente, gostei bastante, principalmente do macarrão mais grosso. Fiquei com vontade de provar outros pratos com ele.
A conclusão que eu cheguei é que, diferentemente do miojo, um ramen vale por um bifinho
SIM. Foi sustança, foi. Ficamos empanturrados, ficamos. Tudo que eu mais quero num restaurante :)
PORÉM, Na mesa ao lado tinha criança comendo karaague, sabor
15 reais com textura de
MUITO PEQUENININHO. Três pedacinhos de frango. O karaague não é sustança.
Outros detalhes:
UMA PRIVADA TECNOLÓGICA
COMO É QUE FUNCIONA ISSO AQUI????
O Bruno voltou do banheiro e falou "você PRECISA ir no banheiro"
Quando eu voltei: “mas você conseguiu fazer funcionar em sua TOTALIDADE?” “ah, soltou uma aguinha” “Mas soltou aguinha QUENTINHA? porque eu cliquei em todos os botões e fiz sair aguinha quentinha”.
Enfim, é um banheiro bem lúdico :p
“Pra ser mais massa só se fosse bacia turca” “o que é bacia turca” “aquele que é um buraco no chão”.
Veredicto
Os ingredientes eram de altíssima qualidade, principalmente a carne de porco no meio. Pessoal fala muito dos japoneses em relação a fazer peixe, mas
japoneses sabem mesmo é fazer porco.